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domingo, 3 de abril de 2011

Sobre Eu e o Belém do Pará

Minha irmã e meu cunhado, que moram em Belém a quase um ano, me presentearam no mês de fevereiro com uma viagem para que eu pudesse ir visitá-los. Fiquei empolgadíssima com a idéia, primeiro que viajar e conhecer lugares novos, sempre é muito bom. Segundo que já estava morrendo de saudade.


A viagem foi agradável e bonita em todos os aspectos. Ao começar quando ainda sobrevoava Belém. Sério, a vista é linda! De todos os lugares que sobrevoei (que não são tantos assim) a chegada em Belém foi a mais bonita. Poder ver aquele rio gigantesco, a cidade de um lado a mata de outro... Nossa, é encantador.

Foram sete dias no Pará, sete dias muito bem aproveitados. Saímos todos os dias. Conheci bares, museus, parque abertos, pontos turísticos. Aprendi um pouco da história e da cultura do lugar. Já sei o que é “Pai D’égua” e tantas outras expressões.


Pude assistir apresentações de Carimbó, que trazem um ritmo e letras bem regionalistas, que me agradaram muito. Comi tacacá (desse não gostei muito, é estranho, mas é bom conhecer), bombons deliciosos de sabores que nunca havia comido antes (castanha, açaí, cupuaçu...), que vontade que senti agora de poder comer um... Fiz questão de comer todos os dias peixe, pode ser apenas impressão minha, mas parece que até mesmo o peixe de lá é mais gostoso...

Falando em peixe, venci o “preconceito” e comi o famoso peixe com açaí, não podia ir embora sem ao menos provar. Não me arrependo, é uma delícia. Ninguém me segurou mais depois, era peixe, mandioca, qualquer coisa com açaí. Que açaí maravilhoso! Não é engrandecer, mas hoje vejo que é a mais pura verdade quando falam que o Açaí que conhecemos (MG, BA, ES...) é a coisa mais enganadora do mundo, fiquei revoltada, pois agora não quero mais saber de outro açaí se não aquele que tive oportunidade de comer, que é a polpa mesmo. Comi isso e tantas outras coisas.

Viajamos pra uma cidadezinha lá perto chamada Mosqueiro, pra podermos ir a uma praia de rio. Eu, que nunca havia nadado em praia de rio, adorei. O rio é enorme, você não consegue ver o outro lado, o que faz mesmo lembrar um mar. O melhor, em minha opinião, é você poder entrar na água e sair sem coçar, sem precisar tomar ducha por causa do sal.

Belém é um excelente lugar pra se conhecer, pra poder viajar. Fora que tem tanta ilha, tanta cidadezinha lá perto que não dá pra conhecer tudo em uma semana, então quando você volta, já quer ir de novo pra conhecer o resto.

Só tenho a agradecer a irmã e ao cunhado mais legal do mundo, pois foi uma das melhores viagens que já fiz, sem exagero!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Reviravolta


Nossa, e não é que já se passarem duas semanas da minha última atualização. De lá pra cá minha vida já deu o esperado giro de 360º, que vou tentar contar aqui, de forma resumida, como tudo aconteceu.

Nessas duas últimas semanas tirei para ficar por conta das despedidas... Ah, como eu detesto ter que me despedir. Por mais que eu tentasse, e para minha surpresa muitas vezes consegui não chorar, sempre chega o momento das lágrimas rolarem. E o chororô começou na terça feira dia 15/6, na véspera de dar até logo a Governador Valadares e seguir a Belo horizonte.

Parece que todo o choro que consegui conter nas despedidas anteriores estava preso, dando um nó em minha garganta, e vieram a tona quando fui na casa da minha avó me despedir, quando falei com meus padrinhos (a quem guardo uma enorme admiração), quando dei aquele beijo na minha avó, daí pra frente não agüentei. No caminho de volta pra casa conseguir me controlar, mas por pouco tempo. Logo apareceu uma amiga muito querida, que sempre fala coisas confortantes e bonitas, me fazendo derramar mais algumas lágrimas ao me dar um gostoso abraço de urso.

Na quarta feira de manhã olhei pela última vez (desse mês) a minha casinha, tirei alguns segundos, talvez minutos, para olhar cada parte, cada cantinho da minha casa, e o meu coração apertou de novo. Após fotografar tudo com os olhos seguimos para Belo Horizonte, estava ansiosa para chegar e passar essa última semana na companhia dos meus irmãos, com a minha família toda reunida.

Os dias que passei em Belo Horizonte mal começavam e já acabavam, foi de certa forma desesperador vê-los passando tão rápido. Ficar com meus irmãos foi sem dúvida muito agradável. Por mais briguinhas que aconteçam entre a gente, ver a minha família reunida é a melhor coisa do mundo, não tem como não ser apegada a eles. Meus pais são exemplos a serem seguidos, donos da minha admiração. Meus irmãos são fantásticos, às vezes briguentos, mas com um coração enorme. São lindos e inteligentes, sinto-me sempre orgulhosa deles, são os melhores irmãos do mundo! Agora vêm os meus cunhados, que tem na certa o meu carinho e amizade, que não me deixam na dúvida de que são as pessoas certas para meus irmãos.

Os dias voaram e chegou a véspera da minha ida para Buenos Aires, as lágrimas voltaram a aparecer ao me despedir da minha cunhada que conseguiu me confortar com algumas palavras de força. Chegando a casa da minha irmã engoli o choro e entrei, não queria passar o resto da noite triste ou agoniada por conta das despedidas. Mal preguei os olhos nessa noite.

E dia vinte e um começou cedo. Ouvi o estridente soar do despertador me acordando, provavelmente minha noite de sono não passou de quatro horas mal dormida. Em um pulo, levantei da cama e segui até o quarto de meus pais, onde deitei um pouco com eles, abraçando forte cada um. Era hora de levantar e me arrumar para ir ao aeroporto.

As seis e pouco, lá estávamos, no aeroporto de confins. Meu coração tentava saltar do meu peito e, em profundas respirações tentava controlá-lo. Foram as duas horas que passaram mais rápidas em minha vida. Estava no horário do meu embarque. A caminho da portaria que me separaria deles, já não conseguia segurar o choro. Dei e recebi o melhor abraço de cada um: Do meu pai, da minha mãe, do meu irmão, da minha irmã e do meu cunhado. Em meio ao abraço eles me desejavam forças e davam conselhos, eu por minha vez, não conseguia falar nada (aproveito então o espaço para agradecê-los e falar que eles são as pessoas mais importantes da minha vida, que eu amo-os muito).
Meu vôo foi normal, nada que mereça destaque, tirando a parte, é claro, da conexão em São Paulo que não estava no roteiro e me deixou completamente perdida, mas que graças a Deus deu tudo certo.

A vida em Buenos Aires começa agora:


Cheguei a Buenos Aires às duas horas da tarde, lá já estava a Rayssa e o Kim (da assessoria) para me receberem. Ao sair do aeroporto já comecei a bater os dentes, o frio estava “espancando” – E meu irmão ainda havia falado que aqui não parecia fazer muito frio. Ai ai ai. RS – O Kim ligou para alguém que foi nos receber no aeroporto e nos transportou até a minha nova moradia.

O apartamento é muito aconchegante, me senti em casa logo de cara. As minhas companheiras de Ap são muito simpáticas, agora espero ansiosa a chegada da Agda para que ele fique completo.

Já dei uma volta no bairro, ele é muito agradável. É um bairro antigo e mantém tanto as construções como as ruas em modelo antigo, o que da um ar super legal! Ah, já arrisquei até um portunhol aqui... Tentei criar um contato com um garçom simpaticíssimo, e já atendi por duas vezes o interfone aqui do apartamento, mas no final das contas descobri que as duas pessoas que interfonaram eram também brasileiras.

Bom, por enquanto é só, tentarei postar mais ainda hoje, ou quem sabe amanhã!

Saudade grande da minha família, dos meus amigos, do almoço da minha mãe e do meu Brasil.

Besos!